Novo livro – Tribos, Princesas e Demónios : Etnografias do encontro pré‐colonial no Sudoeste do Saara, Francisco Freire

22 January 2014



Tribos, Princesas e Demónios
Etnografias do encontro pré‐colonial no Sudoeste do Saara

Autoria: Francisco Freire
Temas: Antropologia, África, Islamismo

Sinopse: Este ensaio questiona algumas das estruturas reconhecidas como definidoras da sociedade arabófona do ocidente saariano; sendo destacados os elementos que complexificam a longa inscrição histórica desta população, questionando outros que, mais recentemente, tendem a simplificá‐la. Este contexto é introduzido através de um documento português de meados do século XVI, que a partir da feitoria de Arguim serve a imediata incorporação de uma visão europeia sobre o Saara, ilustrando também a profundidade dos laços desde então estabelecidos com as diferentes populações da região. Será igualmente apresentada uma compilação de tradições orais que actualmente descrevem os iniciais encontros euro‐saarianos, assim como o seu relevo nos mecanismos de filiação tribal e estutária que, até hoje, definem a região.

Índice:
- Agradecimentos 9
- Introdução 11
- 1. Uma história social do Ocidente saariano (Arguim1549) – 27

- A costa saariana em 1549: uma visão portuguesa desde Arguim – 29
- Cristovão Valle de Rosales e o “senhor dos narziguas” – 33
- Quem são os “Narziguas”? – 39
- Quem são os “Ludea”? – 41
- Narziguas e Ludea, elementos fundacionais da sociedade
sudoeste saariana – 43
- Valentim Fernandes e os “Ziguis” adrarianos – 45
- A arabidade segundo os Aūlād Rizg – 50
- “Herdeiros dos bravos guerreiros Nīarzig” – 57
- Como se tribalizam os Taghrijant (e os Narziguas) – 67
- As tribos têm vizinhos: como se arabizam os Nīarzig – 75
- Uma versão emiral “árabe” – 81
- Reivindicações atlânticas – 85
- Quem são os Aūlād ‘Abd al-Uahad? – 87
- Possibilidades narrativas no Sudoeste da Mauritânia, a partilha
da filiação – 90

2. A definição contemporânea do encontro euro-saariano – 93
- Os Ahl Būhubbaīni, uma história atlântica – 95
- Do século XI ao século XX – 98
- O conhecimento de Arguim (quinhentos anos depois) – 105
- Idau al-Hājj de Trarza: o comércio Atlântico como referente
estatutário – 114
- Uma rede comercial (e identitária) global – 123
- Os Idau al-Hājj e Paul Marty: a (curta) história de uma velha qabīla – 127
- Os Aūlād Bāba Ahmad: “uma qabīla de portas abertas” – 130
- Bāba Ahmad e a reconfiguração política dos zuāīâ do Sudoeste
da Mauritânia – 142
- No labirinto naçrāni: os BuTo e as representações adrarianas da “naçraniedade” – 149
- Os Aūlād Būkhurs e o fim da complexidade filiatória – 158

3. Hemeila,aqabīlaeosseusnaçāra – 165
- Políticas genealógicas na descendência de Najib ūld Xams al-Dīn – 167
- Maham ūld al-Amīn, “um homem sem qualidades” – 169
- ’Aguiga meen Barmi, “ia naçrānīa” – 173
- A geografia de um nome – 175
- Quem é Hemeila? – 178
- Os casamentos de Hemeila, “regra” e desconformidade – 181
- Os limites tribais do “casamento político” – 186
- Um cemitério na Guibla – 191
- O estatuto de tradutor / a genealogia do antropólogo – 194
- Hemeila reencontrada pelos Aūlād Sid al-Vālli – 198

Conclusão – 199
- O encontro euro-saariano e os diferentes mecanismos de reconfiguração tribal – 201

O autor:

Francisco Freire é Doutor em Antropologia (FCSH‐UNL, 2009) e Mestre em Antropologia (ISCTE, 2003). É atualmente investigador pós‐doutoral no Centro em Rede de Investigação em Antropologia. O autor tem desde 2001 centrado a sua investigação na República Islâmica da Mauritânia, trabalhando o islão político, os processos de reconfiguração histórica e identitária, e, mais recentemente, a articulação contemporânea das esferas tribais saarianas.

Detalhes:
Ano: 2013
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 228
Formato: 23×16
ISBN: 978‐989‐689‐378‐1
http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=1803

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